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Esclareça todas as dúvidas sobre o uso de anticoncepcionais

A ginecologista e obstetra especialista em reprodução humana, Dra. Caroline Alexandra Pereira, da Clínica BMS, esclarece algumas dúvidas a respeito do uso da pílula anticoncepcional.

O uso contínuo de pílula prejudica a fertilidade?
Não, as pílulas anticoncepcionais não são fatores que levam a subfertilidade. Ou seja, o fato de usar pílulas anticoncepcionais por longo tempo, por si só, não leva a dificuldade de gestação. O retorno a fertilidade após o uso de pílulas anticoncepcionais hormonais orais, em geral, é imediato, tanto que quando a mulher faz o uso irregular e se esquece de tomar uma ou mais pílulas ao longo do mês já há aumento no risco de gestação. Ao contrário do que ocorria no passado, atualmente há uma grande diversidade de tipos de pílulas anticoncepcionais orais que podem ser indicadas após uma consulta detalhada da mulher com sua ginecologista, que a partir das características de cada paciente irá sugerir um método anticoncepcional com menor chance de causar efeitos colaterais para a usuária. Além disso, deve-se lembrar que existem muitas formulações orais com baixas doses hormonais, em que há riscos um pouco menores de efeitos colaterais. É importante saber que fertilidade de um casal depende de vários fatores, como o estilo de vida, fatores ambientais e o potencial reprodutivo do homem e da mulher. O envelhecimento está relacionado a queda da fertilidade devido diminuição da frequência sexual, diminuição da qualidade e quantidade de óvulos (célula da fertilidade feminina) e aumento na proporção de mulheres que têm doenças ginecológicas. Além disso o fumo, a obesidade e a exposição a poluentes ambientais (pesticidas, solventes clorados e hidrocarbonetos) também influenciam negativamente a fertilidade tanto do homem quanto da mulher. Portanto para manutenção da fertilidade os fatores mais importantes são um estilo de vida saudável e a idade do casal.

A pílula do dia seguinte pode ser utilizada como contraceptivo frequente? Se não, qual o intervalo mínimo entre os meses de ingestão?
As pílulas do dia seguinte são método anticoncepcional de emergência, e devem ser usadas apenas em emergências. Elas contém altas doses de progesterona e levam a irregularidades menstruais, efeitos desconfortáveis na pele como acne e aumento da oleosidade. Não são conhecidos os efeitos com uso prolongado, mas sabe-se que podem ser perigosos. Então se você frequentemente precisa de um método de emergência, está na hora de procurar um outro método anticoncepcional de ação prolongada, como as pílulas anticoncepcionais orais, o anel vaginal ou o adesivo hormonais, os injetáveis hormonais mensais ou trimestrais, o implante de progesterona trianual e os DIUs de cobre ou de progesterona, ou ainda o uso de métodos de barreira como a camisinha masculina ou feminina e o diafragma, eles devem ser usados do início até o final de todas as relações sexuais.

É verdade que mulher com mais de 35 anos não deve tomar pílula?
Em geral, os médicos recomendam o uso de um método anticoncepcional até pelo menos os 50 anos, porque, mesmo que se considere que o risco de gravidez diminui muito nessa idade, ainda assim uma gestação pode ocorrer. Portanto na ausência de outras condições clínicas adversas, ou seja de fatores que aumentem os riscos de complicação, ela pode ser usada até a menopausa. Os anticoncepcionais hormonais que contém apenas progesterona são os mais seguros nesta fase. No entanto, no Brasil entre as mulheres acima dos 35 anos, apenas 25% fazem uso da pílula anticoncepcional hormonal oral, 30% já se submeteram à laqueadura tubárea (ou ligadura das tubas uterinas), 20% não usam métodos anticoncepcionais e os outros 25% usam outros métodos.

Outros medicamentos podem influenciar o efeito do anciconcepcional?
Sim, o uso de Antibióticos como doxicilina, eritromicina, metrodidazol, penicilina G e V, ciclacilin, ampicilina, ácido clavulânuo, oxacilina, amoxacilina, tetraciclina, cloranfenicol, dapsona, entre outros, mas os “campeões” são aqueles que contêm rifampicina, indicados para tuberculose, que reduzem em 50% o efeito da pílula. Os Barbitúricos e anticonvulsivantes, como a oxcarbazepina, topiramato, difenil-hidantoina, primidona, fenitoina, fenobarbital (que compõe o Gardenal, para convulsões) e a carbamazepina (do Tegretol, para epilepsia) também prejudicam o funcionamento. Então se você usa qualquer método anticoncepcional hormonal, alerte o seu médico toda vez que precisar usar qualquer medicamento e pergunte se é necessário o uso de método adicional. Em geral, sempre que usar estas medicações, recomenda-se o uso de método de barreira como a camisinha masculina ou feminina e o diafragma, eles devem ser usados do início até o final de todas as relações sexuais.

Pilula realmente engorda?
A progesterona, hormônio presente na pílula anticoncepcional oral, pode induzir a retenção de líquidos e deixá-la mais inchada. Não há aumento de gordura propriamente dita, mas você sente na balança (líquido pesa!) e no corpo (que incha!). No entanto, esses sintomas incomodam apenas cerca de 15% das mulheres. As mulheres geralmente culpam os contraceptivos orais pelo ganho de peso, já que eles podem ser a única medicação que as mulheres tomam consistentemente ao longo de sua vida reprodutiva mas em revisão da Cochrane (2004) com 42 ensaios clínicos, concluiu que a evidência disponível é insuficiente para determinar se os contraceptivos orais tem qualquer efeito sobre o peso. Teoricamente, o mecanismo biológico para o ganho de peso induzido por contraceptivos orais é devido a retenção de líquidos secundária à ativação do sistema mineralocorticóide e/ou do sistema renina – angiotensina – aldosterona e/ou aumento na gordura subcutânea secundário a um aumento induzido por hormônios do apetite e da ingestão de alimentos. No entanto a razão mais provável para o crescimento da gordura de mulheres em nossa população é uma combinação de fatores genéticos, ambientais e de estilo de vida, que não têm nada a ver com o uso de anticoncepcionais orais. O jeito é continuar de olho na alimentação e também no peso. Sentiu que engordou sem ter modificado os hábitos à mesa? Converse com seu ginecologista e tente encontrar um método que não provoque o problema.

O consumo de anticoncepcional causa varizes?
Depende. A progesterona pode gerar a vasodilatação, culminando no aparecimento de varizes em casos mais raros. O problema geralmente ocorre em mulheres que tomam a pílula e que já possuem uma forte predisposição genética a desenvolver as indesejadas varizes.

A pílula altera o desejo sexual?
O desejo sexual depende de vários fatores, como os sentimentos, os estímulos, como carícias, beijos, toques nas zonas erógenas, carinhos, elogios e os hormônios. A testosterona é o principal hormônio responsável pelo desejo sexual, mas o estrogênio também tem influência na libido. Algumas pílulas anticoncepcionais tem o poder de diminuir a ação da testosterona, e podem levar a diminuição do desejo sexual, mas não a perda da libido.

SERVIÇO:
Clínica BMS – Dra. Caroline Alexandra Pereira de Souza- ginecologista, obstetra e especialista em reprodução humana e endoscopia ginecológica, tels. 11 2478 5536 / 2478-2026 / 7043-2425

Fonte: Blog da Karlinha

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Publicado às 23/08/2012 por em Saúde e marcado , , , .